Testemunho Sérgio Lopes


por Emerson José, para a revista Linha Aberta
Um dos grandes nomes da música cristã brasileira, Sérgio Ricardo Lopes, interpreta suas canções de forma especial, transmitindo emoção, paz e conforto. É através de suas músicas que muitos se voltam e até mesmo, se convertem aos caminhos do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Conheça sua história!

LINHA ABERTA - Sérgio, conte-nos um pouco sobre o início de sua carreira e as dificuldades que foram surgindo.
SÉRGIO LOPES - O início de minha carreira ocorreu no grupo Altos Louvores, como baixista e vocalista. Em cada apresentação do grupo eu cantava duas ou três músicas. Em 1990 fui convidado a gravar um disco solo. Achei que não iria dar em nada, mas me enganei! Aos poucos a música foi tomando muito espaço em minha vida, como intérprete e compositor. A única dificuldade que tenho, desde o começo, é conseguir compor anualmente novas músicas que agradem a igreja e que ajudem pessoas desesperançadas à entregar suas ansiedades à Cristo.

LA- Como você vê hoje a música evangélica no Brasil?
SÉRGIO- Há uma diversidade muito grande de estilos. Acho isso positivo! Antigamente, a música era muito rotulada. Um grupo muito fechado dirigia os rumos da música evangélica, e dizia o que era e o que não era bom. Como o povo evangélico é por essência um povo pacífico, aceitava essa rotulação e consumia apenas o que era considerado bom pelos rotuladores. Agora a coisa mudou. Cada pessoa escolhe de acordo com sua própria vontade, um estilo que se sinta bem em ouvir. Assim, hoje nós temos: samba, pagode, balada, gospel, rock progressivo, sertanejo, brega e até, (quem diria?) aché music e o forró! Quem gosta de um estilo não deve criticar quem gosta de outro, pois isso é amar ao próximo, respeitando sua individualidade, e não querendo impor-lhe nada. Gosto de uma frase de uma música doNovo Som (Acredita) que diz: Ei, não estou aqui prá fazer a sua cabeça.... Os rotuladores adoravam fazer a cabeça das pessoas, mas o tempo deles acabou!

LA - Como era Sérgio Lopes na infância ? E hoje, o que mudou?
SÉRGIO - Sempre fui muito ligado à arte. Na minha infância eu era praticante de teatro, porém, já na minha adolescência, comecei a me envolver com música, e foi com ela que encontrei meu rumo na vida. Hoje, sempre que posso, eu uno as duas coisas, sendo até mesmo o personagem principal em meus vídeo-clips. Minha obra prima neste campo é o clip da música A Fé. Quem ainda não viu, vai gostar de ver !

LA - Como surgiram as composições: O Rei e o Ladrão e Lamento de Israel?
SÉRGIO - A maioria de minhas músicas surge em situações vivenciadas na prática, ou após a compreensão do contexto de um texto bíblico. É o caso dessas duas músicas. O Rei e o Ladrão, eu compus me colocando no lugar do ladrão na cruz, e Lamento de Israel, eu imaginei o sofrimento do povo judeu no cativeiro babilônico.

LA - Existe algum motivo especial para o uso do chapéu ?
SÉRGIO - Nada que deva ser levado em consideração. Apenas gosto de usar chapéu, como existem pessoas que gostam de usar bonés, ou jaquetas. É apenas uma mania. Todos possuem uma mania. A minha é o chapéu! 

LA - Qual o motivo da pouca aparição na mídia?
SÉRGIO - Eu também não sei. Acho que é porque eu não levo jeito para correr atrás da mídia. Mas também, sou meio assustado com a maneira de que eles transformam pessoas em estrelas e depois se desfazem delas para promover outras. Acho que isso é meio contrário a um evangelho que ensina que eu devo diminuir para que Cristo cresça sempre. Eu me sinto melhor assim, sem muita badalação. Posso dizer que eu realmente dependo da graça de Deus, e não da mídia.

LA - Em casa, de que é composta a sua discoteca? O Que mais você ouve?
SÉRGIO - Prepara-se para uma salada completamente maluca. Gosto de música hebraica. Tenho alguns cds que trouxe de Israel, e eles prendem muito a minha atenção. Entre os cantores brasileiros, sou fã incondicional de: Fernanda Brun (como intérprete) e o pastor Paulo Cézar do Grupo Logos (como compositor). Ouço também: Asaph Borba, Kleber Lucas e o grupo Cia. de Jesus. No mundo da música secular, gosto de ouvir: Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga, que são compositores que me reportam à minha infância lá no nordeste. E prá temperar a salada, reconheço que quando ouço repentistas nordestinos fazendo desafio de viola, eu paro o que estiver fazendo para ouvir. Para fechar tudo, na música internacional gosto de Frank Sinatra e Paul Wibur (principalmente do Shalom Jerusalém).

LA - Já pensou em gravar um cd acústico com as melhores de Sérgio Lopes?
SÉRGIO - Ainda não, mas vou anotar a idéia!
LA - Existe algum sucesso de um outro interprete que você gravaria ?

SÉRGIO - A música: Espinhos, do grupo Logos, composição do pastor Paulo Cézar.

LA - Quais os planos para o futuro?
SÉRGIO - Acabar minha carreira tendo combatido um bom combate.


PERFIL DO CANTOR
Sérgio Ricardo Lopes - 27/10/1964
Versículo: O livro inteiro de Provérbios!
Prato predileto: Neste exato momento, rabada com polenta.
Filme: A Lista de Schindler
Gosto Musical: Gosto de tudo que soa autêntico, independente do ritmo.
Esporte: Futebol 
Estado Civil: Casado com Simone. Filhos: Sérgio Victor, Arthur e Gabriel.
Congregação: Igreja Batista do Grotão na Penha - RJ
Maior sonho: Era conseguir viver da música evangélica. Hoje eu vivo deste sonho.
Cd que jamais compraria: Cd pirata
Livro: O livro de Provérbios de Salomão. É insubstituível! É um manual de comunhão com a vida.